Participei de um processo seletivo para uma vaga na área de conteúdo e copywriting. Após me inscrever, fui convidada a realizar uma série de testes, incluindo testes culturais, de escrita e de lógica.
Consegui realizar todos, com exceção do teste de lógica, que consistia em perguntas matemáticas com tempo cronometrado. Apesar de entender a importância de avaliar diferentes habilidades, considero que esse tipo de teste não é coerente com a função para a qual me candidatei, que era voltada à comunicação, marketing de conteúdo e copywriting — áreas que exigem criatividade, estratégia, domínio da linguagem e conhecimento em persuasão, e não cálculo percentual sob pressão.
Sou formada em comunicação e atuo há anos com conteúdo e copy, com resultados relevantes. Nenhuma dessas habilidades foi avaliada nesse teste.
Minha sugestão é que os testes sejam mais alinhados com a área de atuação. Avaliar profissionais de comunicação com base em lógica matemática pode eliminar bons candidatos antes mesmo de terem a chance de mostrar seu potencial — o que não só frustra o candidato, mas também limita a diversidade de perfis na equipe.