Participei do processo seletivo para a vaga de Copywriter na Pareto e, apesar de a empresa ter uma proposta interessante, minha experiência não foi positiva. A primeira etapa envolveu a entrega de um case extenso, com mais de 16 páginas, que exigiu bastante tempo e dedicação. Isso não foi um problema — o que me incomodou veio depois.
Na entrevista de alinhamento cultural, as perguntas feitas não tinham relação com a função ou com as competências esperadas para a vaga. O foco estava nos meus hábitos pessoais, estilo de vida e planos futuros. Para uma vaga de Copywriter, esse tipo de abordagem não parece profissional nem eficiente para avaliar a performance de alguém que trabalha com estratégia e conteúdo.
Outro ponto que me chamou atenção foi a devolutiva recebida posteriormente, dizendo que meu LinkedIn “não estava bem estruturado”. Essa justificativa não faz sentido, considerando que o meu LinkedIn é justamente a minha rede mais organizada, atualizada e coerente com minha atuação em conteúdo.
Também achei estranho que todos os contatos da empresa — e-mails, mensagens e confirmações — foram enviados sempre depois das 20h. Não é algo necessariamente negativo por si só, mas reforça a sensação de desorganização e falta de estrutura.
Após ler outros comentários no Glassdoor, acredito que talvez tenha sido um livramento. Há relatos consistentes de sobrecarga e abuso de função, o que dialoga com a falta de alinhamento que percebi já no processo seletivo.
No geral, senti falta de coerência, profissionalismo e critérios claros de avaliação. O processo exige muito do candidato, mas não entrega a experiência estruturada que se espera de uma empresa que atua com tecnologia e conteúdo.